sexta-feira, 16 de maio de 2014

Mídia levanta bola e reclama quando cortam

Por Carlos Eduardo Lins da Silva 

O assunto é futebol, mas vem do vôlei a analogia que melhor descreve o comportamento do jornalismo brasileiro em relação à Copa do Mundo.
Desde 2003 sabia-se que o Brasil iria sediar o torneio deste ano. Formalmente, o anúncio da Fifa ocorreu em 2007.
Mas quatro anos antes, quando Joseph Blatter, presidente da entidade, tornou pública sua decisão de que a Copa de 2014 seria na América do Sul, ninguém duvidava que a escolha seria o Brasil: nenhum outro país da região estava interessado nela.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no entanto, coerente com seus projetos de sepultar o que chama de “complexo de vira-latas” nacional, desde sempre alardeou que a Copa (como mais tarde a Olimpíada de 2016) teria de vir para cá para promover mundialmente a imagem brasileira como grande nação.
Football soccer ball with world teams flags
A Copa seria um grande negócio para o Brasil?
Nesses 11 anos, foram raríssimas as vozes na imprensa que levantaram dúvidas sobre a conveniência dessa atitude.
E ainda mais escassas foram as reportagens que mostrassem fatos em conflito com a tese dominante de que a Copa seria um grande negócio para o Brasil.
A mídia entrou na onda ufanista de Lula e companhia, talvez animada com as perspectivas de grande faturamento publicitário trazidas pelo megaevento.
O jornalismo absteve-se de promover, como era seu dever, um amplo debate público sobre os objetivos da Copa e sobre quanto a sociedade estava disposta a gastar para realizá-la.
Ainda mais grave, a imprensa não acompanhou criticamente o cronograma nem das obras para a competição propriamente dita nem dos projetos da matriz de responsabilidade social com que o país se comprometeu em 2007 (a maioria dos quais nunca será realizada, como se sabe agora).
O exemplo recente dos Jogos Pan-americanos de 2007 no Rio, que segundo o Tribunal de Contas da União teve custo financeiro público 793% maior do que o orçamento inicial previa e deixou a cidade praticamente sem nenhum benefício, não serviu de motivação para a imprensa fiscalizar o andamento dos preparativos para a Copa do Mundo.
Lula assumiu o compromisso, colheu os louros antecipados da “vitória” e os aplausos ou ao menos o silêncio complacente da imprensa, mas seu governo quase nada fez para as coisas acontecerem nos prazos e a contento, exceto conseguir que o estádio então inexistente do seu Corinthians se tornasse o palco do jogo de abertura do certame.
Só em janeiro de 2010, no começo do último ano de seu mandato, o presidente Lula instalou o comitê responsável pela organização do evento.
A conta, muito maior do que a antecipada, ficou para a administração de Dilma Rousseff pagar, com o auxílio do Congresso, que concedeu ao Executivo o direito de usar o Regime Diferenciado de Contratações, menos rigoroso que o sistema normal de licitações, sob a quase generalizada omissão da imprensa.
Se não tivessem ocorrido as manifestações de junho do ano passado, talvez a desatenção jornalística tivesse perdurado até hoje.
Foi só a partir delas, coincidência ou não, que as cobranças da imprensa ganharam força e se começou a criticar com seriedade o governo por ter usado mais dinheiro público do que o prometido, ter permitido atrasos em obras, não ter realizado os projetos de infraestrutura combinados e, ainda mais, por querer faturar politicamente para si a realização do evento.
Em 2008, segundo o Instituto Datafolha, 79% dos brasileiros apoiavam a Copa aqui; em 2014, a porcentagem se reduziu a 52%. Os que eram contrários subiram de 10% para 38%. Seguramente não por terem visto na mídia nesse período que a ideia, afinal, talvez não fosse tão boa.
Para a Copa não virar Big Brother
A cobertura jornalística da Copa corre, outra vez, o risco de se parecer com o Big Brother Brasil.
Já em 2010, na África do Sul, os jogadores da seleção brasileira eram seguidos em todas as aparições públicas e fatos absolutamente banais, como sair do ônibus para o hotel, registrados como se fossem notícias importantes, acompanhadas de perguntas do tipo “Kaká, como você está se sentindo?”.
Ninguém ignora que o futebol virou um grande negócio e os atletas são celebridades como as estrelas de Hollywood.
Mas monopolizar o conteúdo do noticiário nas figuras individuais só reitera a empobrecedora perspectiva de que a existência social gira apenas em torno do narcisismo desregrado que caracteriza estes tempos de Facebook.
O sociólogo inglês Richard Sennett fala do “strip-tease público” a que se expõem os famosos (e agora até os não famosos) de acordo com o paradigma de que “o que importa não é o que a pessoa fez, mas como ela se sente a respeito”. Pode-se esperar e deve-se exigir mais do jornalismo.
Que até a Olimpíada seja diferente
Pega de surpresa pelas manifestações de junho de 2013, que a fizeram corrigir a rota da cobertura laudatória ou insossa dos preparativos para a Copa, a imprensa não terá como se desculpar caso não adote um padrão muito superior em espírito crítico no acompanhamento da Olimpíada de 2016.
Em outubro de 2009, quando o Rio foi escolhido pelo COI (Comitê Olímpico Internacional) como sede do megaevento, em detrimento da Chicago de Obama, ela aderiu à embriaguez nacional liderada pelo presidente Lula como se a escolha tivesse promovido o país ao clube das nações do Primeiro Mundo.
Cabe-lhe o dever de seguir no detalhe se tudo vai estar em ordem para a competição daqui a dois anos.


Carlos Eduardo Lins da Silva é livre-docente, doutor e mestre em comunicação; foi diretor-adjunto daFolha de S.Paulo e do Valor
CRIME NA DELEGACIATio de escrivã morta em delegacia manda recado: "Lá em Pedrinhas ele vai ver''
De O Imparcial

Tio da escrivã Loane Maranhão da Silva Thé, de 31 anos de idade, assassinada a facadas dentro da Delegacia de Polícia de Caxias, nesta quinta-feira, o advogado piauiense Nazareno Thé, disse, em entrevista a TV Meio Norte, de Teresina, que irá acompanhar as investigações sobre a morte da sobrinha e que lutará para que o criminoso pague.

Homem que matou Loane, Francisco Almeida Costa e o tio da escrivã, o advogado Nazareno Thé  (Portal 180graus.com/Reprodução)
Homem que matou Loane, Francisco Almeida Costa e o tio da escrivã, o advogado Nazareno Thé
"Vou acompanhar de perto toda a investigação e vamos atrás da justiça. Lá em Pedrinhas ele vai ter muito tempo pra pensar, pra refletir no que ele fez, lá ele vai ver", disse Nazareno Thé.

Loane Maranhão da Silva Thé foi assassinada a facadas quando colhia o depoimento de um suspeito de abuso sexual
O advogado, que é irmão do pai de Loane, disse que a sua família está muito abalada e acrescentou que a escrivã era uma pessoa estudiosa, que estava apenas começando a carreira na Polícia.
O crime

A escrivã Loane Maranhão Silva foi esfaqueada no momento em que colhia o depoimento de Francisco Almeida Costa, suspeito de um suposto abuso sexual cometido contra a própria filha.
Uma investigadora, que também estava na delegacia ainda gritou por socorro, enquanto Francisco desferia os golpes. Ao ouvir os gritos da colega, a investigadora entrou na sala e também acabou esfaqueada pelo homem.

A escrivã não resistiu aos ferimentos e morreu em um hospital local. A investigadora recebeu os primeiros socorros e não corre risco de morte. O suspeito foi preso minutos depois, próximo ao Terminal Rodoviário da cidade.
Com informações do Portal 180graus.com
Justiça realiza ação em defesa das crianças e adolescentes em Olho D’água das Cunhãs
A juíza titular da Comarca Olho D’água das Cunhãs, localizada a 302km da capital, promoveu ações de combate ao abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes na região. As ações consistiram em palestras em 12 escolas municipais e estaduais da cidade e terminou com uma caminhada na cidade na sexta-feira (16) às 16h. Com o tema “Faça barulho: quem fica calado também é culpado”, a campanha conta com apoio do Conselho Tutelar, Ministério Públicos e Creas.
A mobilização na cidade acontece em alusão ao dia de combate a esse tipo de violência, que é realizado em 18 de maio em todo país e foi instituído pela Lei 9970/2000. Conforme esclarece a juíza, a violência sexual se configura pela transgressão da intimidade, com base em relações de mando e obediência. Manifesta-se na relação de autoridade que há entre o adulto e a criança. Já o abuso sexual é um tipo de violência que se constitui na utilização do corpo de uma criança ou adolescente para prática ou ato de natureza sexual.
A juíza Mirella Freitas: ações em defesa das crianças e adolescentes de Olho D’água das Cunhãs
De acordo com magistrada, que tem competência para processar e julgar crimes de violência contra menor na cidade, geralmente os crimes de exploração e de abuso contra crianças e adolescentes apresentam características parecidas e costumam decorrer da relação de confiança entre o agressor e a vítima “em muitos casos é praticada por uma pessoa que participa do mesmo convívio social da vítima”, afirmou.
Nas palestras, Mirella Freitas orientou as crianças sobre o procedimento que deve ser adotado pela sociedade para que aqueles que cometem esse tipo de crime sejam processados e julgados. “O denunciante pode informar a autoridade policial, o Conselho Tutelar ou o Ministério Público”. A juíza lembrou, ainda, do canal Disque 100, criado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. O canal funciona diariamente, inclusive nos fins de semana e feriado, e pode ser utilizado para denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes.
“A violência sexual é uma das maiores crueldades que se pode impor as crianças e adolescentes abusadas ou exploradas sexualmente. Essas crianças e adolescentes sofrem danos irreparáveis para o seu desenvolvimento físico, psíquico, social e moral. Por isso, precisamos romper o silêncio e denunciar”, concluiu a juíza.
Resultados – Desde o início da campanha, que termina nesta sexta, dois casos de abuso já chegou ao conhecimento das autoridades. Em 2013, a campanha teve moldes similares ao deste ano e também teve efeito positivo. Um dos casos de abuso denunciados foi feito por uma criança de 09 anos que participava das atividades que aconteciam em alusão ao dia de combate a esse tipo de violência. Chamada na escola, a mãe teria negado, alegando que seria mentira da menina.
Ainda assim, a professora levou ao conhecimento do Conselho Tutelar, que passou a acompanhar o caso. Em setembro de 2013, a menina voltou a relatar os casos de abuso a uma vizinha, que fez a denúncia ao Disque 100. O fato foi levado ao conhecimento da autoridade policial que requereu a prisão temporária dos envolvidos. Iniciado o processo e feita a instrução, no mês de dezembro os réus foram condenados a oito anos de reclusão em regime fechado.

Matéria enviada por Assessoria de Comunicação da Corregedoria Geral da Justiça do Maranhão.

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