domingo, 16 de março de 2014
OS CARAS DE PAU

De como o secretário de Segurança Pública do Estado, Aluísio e a governadora Roseana Sarney aproveitam-se da obstinação da Polícia Civil maranhense para tapar seus desgastes e ainda se promoverem à custa dos policiais. 



Por Fernando Atallaia

 

A prisão de 80 integrantes de uma facção criminosa ocorrida ontem (14) numa chácara no Residencial Apaco, área da Cidade Operária em São Luís não deixa dúvidas quanto ao esforço da Polícia Civil maranhense em deflagrar ações de combate ao crime através de ações preventivas. 


A operação que resultou na apreensão de veículos e armas de fogo (que seriam usados em assaltos e homicídios) partiu do front de iniciativas das delegacias SPCC, SEIC, SPCI e DENARC. Esta última sob a chefia do delegado Cláudio Mendes. A SEIC, conhecida pelas  ações exitosas é comandada por Augusto Barros Neto. Tanto Mendes quanto Augusto Neto não serão candidatos a cargo eletivo. Já o secretário de Segurança do Governo do Estado, Aluísio Mendes, um não policial que se faz passar por policial, o é. 


Aluísio Mendes não tem carreira na policia, na PF era administrativo. Fora dela, era Sarney e do senador, seu guarda-costas. Catapultado à condição de secretário de Segurança Pública do Estado, Aluísio sempre refletiu o pensamento de sua governadora: as polícias do Maranhão devem agir,  atuar e operar sem as mínimas condições de trabalho. Tanto a Civil quanto a Militar não engolem Aluisio Mendes. 

O delegado Cláudio Mendes, do DENARC: ações consistentes contra a paralisia incompetética de Aluísio Mendes 
A Polícia Civil, especialmente, saiu na berlinda do grito da população. Prevenir crimes antes que aconteçam é o que cobram os maranhenses. A operação desta sexta foi um demonstrativo. Muito há por fazer, certamente, mas o conceito já foi mostrado.  A quem pensa que ações de alta envergadura como esta são concebidas no bojo da incompetência de Aluisio Mendes, um recado: é impossível. 

Delegado Augusto Barros Neto, da Delegacia Especial de Investigações Criminais - Deic, vai coordenar investigação de agiotagem (NEIDSON MOREIRA/OIMP/D.A PRESS)
Augusto Barros, titular da SEIC: ele poderia ser o professor de Aluísio nas ginasiais, se assim o quisesse  
Tanto Aluísio quanto Roseana esbarram em dados. O primeiro escracha sua incapacidade de reverter o quadro de violência gritante que se instalou na Capital, com centenas de assassinatos registrados nos últimos dois anos. Revela também sistemática dificuldade de diálogo com secretarias que lhe seriam emblemáticas para, no mínimo, a paliativa contenção dos problemas na Área. Já Roseana, se entrega ao ridículo. Diante de um estado miserável, pobre, sem geração de emprego e renda, contextualizado numa época distante onde termos como Modernidade, Sustentabilidade e Desenvolvimento inexistem, ela não se esmera  e dá a cara ao próprio deboche, sustentando-o. Veja como exemplo as últimas pérolas da governadora:  "O Maranhão está crescendo cada vez mais, e volto a dizer: está ficando um estado rico". "Só aqueles pessimistas que acham que o Maranhão é pobre e dizem: 'ah, o Maranhão'. Eu, não! Sou uma pessoa otimista sou valente, vou pra linha de frente''. "Nosso Estado já é outro. Hoje você encontra empresas e indústrias, inclusive no interior."

Aluisio Mendes1 1 Araponga: UOL desmascara secretário de Segurança de Roseana Sarney
Aluísio Mendes: de guarda-costas de Sarney à catapulta da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Maranhão
Um estado rico. Só alguém sob o efeito dos transes alucinógenos mais potentes e difíceis de diagnosticar até mesmo por Freud ou Aldous Huxley poderia afirmar isto. Roseana Sarney como foi dito se ri de sua própria desgraça, mas quer imprimir verdade ao comando das falácias. 

De pai presidente da República, senador por inúmeras vezes, de irmão deputado, ministro e ela própria por anos governadora, a mandatária afirma que o estado está crescendo. Diz-se otimista, inclusive. É a democracia (onde todos acham que podem falar o que quiserem, infâmias e outras inverdades, ratifique-se: somente acham). Mas, afora os devaneios de Roseana, não se precisaria de otimismo se não tivessem ela e seu grupo desviado nos últimos 14 anos (não vamos contabilizar os anteriores...) bilhões de reais destinados ao crescimento econômico do Maranhão. O Maranhão: uma província no meio do País, onde mais ou menos uma dúzia de endinheirados a contar por Roseana Sarney dão as cartas contra a vontade de servidores públicos, estudantes, agricultores, idosos, crianças e as gentes humildes. 


Aluisio Mendes ao lado de Roseana Sarney 282x300 Editor do jornal de Sarney diz que Aluísio Mendes só permanece no cargo por chantagem
Caras de pau, Roseana e Aluísio, tem algo em comum: a incompetência; o gélido sorriso, dentre outras ''virtudes e qualidades''. Mas ninguem  precisa saber
Roseana ainda vai além e quer sensibilizar no papel da adolescente ingênua. ‘’Hoje você encontra empresas e indústrias’’. Hoje. Empresas e indústrias que  já deveriam existir há anos na forma de um significativo conglomerado empregatício, mas que para a governadora somente agora é uma realidade. Somente hoje. É a grande constatação de Roseana que, (ab)usa do expediente da subestimação para chamar a todos de idiotas ou dá a si mesma a prova de que é uma boba. Mas não é. Sabe o que o faz e não quer perder. 





Fernando Atallaia é poeta, músico e compositor. Editor de ANB Online, assinou colunas nos jornais A Tarde; Tribuna do Nordeste, Portal do Maranhão e no suplemento de Turismo do Jornal Pequeno. Foi editor de Cultura da extinta revista Caminhos do Maranhão. Escreve e colabora para diversos veículos Impressos e Online. Fez rádio por algum tempo. Tem vídeos no Youtube, poemas publicados em coletâneas e fãs espalhados por várias cidades maranhenses e Brasil afora. Além de jornalista é também escritor. 

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