sexta-feira, 3 de maio de 2013

 

Do blog do Jânio Arlei 



O ex-Secretário de Cultura do Maranhão Luiz Henrique Bulcão e o ex-Superintendente dos Pontos de Cultura do Ministério da Cultura no Estado, Cláudio Pinheiro, estão na mira da Polícia Federal.


Bulcão e Pinheiro são acusados de terem desviado dinheiro público federal em 2012, quando a dupla dava as cartas na Secretaria Estadual de Cultura. Informações oficiosas dão conta que mais de três milhões de reais que seriam repassados para entidades que trabalham com a cultura, simplesmente desapareceram na gestão de Bulcão e Pinheiro.
Luís Bulcão: na mira da Polícia Federal
 Funcionários da Secretaria Estadual de Cultura que preferem ficar no anonimato, revelam que o dinheiro teria sido liberado por Cláudio Pinheiro, que em seguida repassara os recursos para Luiz Henrique Bulcão Bulcão que teria gasto nas eleições como candidato a vereador em São Luís.



O desvio da verba federal foi comunicado a Governadora Roseana Sarney que optou por não aceitar a volta de Bulcão para comandar a Secretaria de Cultura do Estado, e determinou a exoneração de Cláudio Pinheiro da Superintendência dos Pontos de Cultura.
Cláudio Pinheiro: formando dupla com Bulcão para desviar recursos federais dos Pontos de Cultura

Bulcão e Pinheiro foram denunciados por algumas entidades na Polícia Federal, e agora evitam aparecer em eventos públicos, para não despertar a atenção dos policiais federais.

A situação da dupla que mandava e desmandava na Cultura do Maranhão está complicada, tendo em vista que muitos documentos estão sendo analisados em São Luís e Brasília pela Polícia Federal e por membros do Ministério da Cultura.


Não será surpresa se a dupla Luiz Henrique Bulcão e Cláudio Pinheiro tiver a prisão preventiva decretada pela Justiça Federal nos próximos dias. As investigações estão bem avançadas.



Série 3 perguntas para: Renato Dionísio



Renato Dionísio de Oliveira, empresário e produtor cultural, além de militante e politico atuante, é também uma das vozes mais importantes da oposição maranhense surgidas ainda na década de 80 em São Luís. Nascido na cidade de Pindaré-Mirim, Renato Dionísio como é mais conhecido, foi um dos nomes a lutar pela democracia nos movimentos sociais que integrou ao longo de sua carreira na esfera do Social no Maranhão e mais precisamente na capital do estado.



Um dos históricos e bons quadros do Partido Trabalhista Brasileiro-PDT, Dionísio é um dos dirigentes e fundadores da agremiação cultural Boi Pirilampo. Umas das muitas brincadeiras representativas do período junino maranhense. À frente da agremiação, o político engajado promove cidadania e projetos socioculturais voltados para a inserção das classes menos favorecidas que habitam a região dos bairros Cohab e Cohatrac, com especial atenção para a juventude local.



Nessa entrevista exclusiva à Agência Baluarte, Renato Dionísio comenta a realidade da política realizada em São Luís e ainda fala sobre a cultura maranhense sob a perspectiva da ausência de reconhecimento e falta de apoio a produtores e agentes culturais por parte do estado. Tece ainda comentários sobre a oposição a qual integra, e ainda mostra-nos o fio de esperança que é necessário à população ludovicense  para que a Cidade Patrimônio não afunde de vez no caos deixado pelos gestorespassados. Boa leitura.

Por Fernando Atallaia

Editor da Agência Baluarte


Agência Baluarte- Quais são suas impressões da política praticada hoje na grande São Luís e mais precisamente na capital do Estado?
Renato Dionísio- Desde que instituídas, no fim da ditadura militar, as eleições para prefeito das capitais, São Luís jamais foi governada por preposto do grupo (Grupo Sarney) que domina nosso estado há quase meio século, o apelido de ilha rebelde, herdado do período pré- ditatorial, parece encarnou o sentimento do povo desta ilha. Jamais conseguiram ter a maioria dos votos de nossos concidadãos, qualquer que tenha sido a eleição. Assim, as administrações embora legitimamente eleitas, sofrem desmedidas e cruentas perseguições, seja através dos meios de comunicação de propriedade do grupo(Sarney)seja através dos muitos agentes políticos ou até dos tribunais. Este estado de beligerância. A falta de cooperação e entendimento, muitas vezes obriga o estado e o município a executarem tarefas que fariam melhor e por menor custo se juntos estivessem. De toda sorte, não se constitui exagero algum a afirmativa de que o melhor de nosso estado está na capital, onde as políticas públicas têm maior transparência e eficiência. Reconheço o esforço do prefeito recém- eleito. Sei de sua determinação em oferecer serviços de qualidade e eficácia. Torço para que ao final reconheçamos que valeu a pena nosso voto. Isto é que oxigena a democracia.
O empresário Renato Dionísio: análise das práticas políticas do Maranhão em entrevista à Agência Baluarte
Agência Baluarte- Você vê um certo fisiologismo político também presente nas administrações comandadas pelas oposições maranhenses nos últimos anos?

Renato Dionísio- O fenômeno do fisiologismo neste país do jeitinho e da arrumação parece contaminar todas as esferas de poder em qualquer que seja o nível. No caso em que comento, não vejo como fator determinante de um perfil, mas tão somente como anormalidade de previsível acontecimento. Não sendo decisivo, torço para que as ações de governo, como é da natureza do prefeito Edivaldo Holanda, tenham a conduzi-las os princípios da universalidade, impessoalidade e igualdade entre outros. A grande maioria das pessoas que compõe o governo municipal tem história de luta e coerência política, assim, saberá preservar este legado de honestidade que pertence ao conjunto dos lutadores que construíram o coletivo que somos hoje, a esperança de mudanças.


Agência Baluarte- Como um homem ligado à cultura popular maranhense, em sua opinião o que falta ao Seguimento para que o Maranhão deslanche em nível nacional como um grande exponencial da cultura brasileira?


Renato Dionísio- Na verdade não falta muito além da vontade política dos dirigentes, sobretudo do governo estadual. Não precisamos construir proposta alguma cultural, isto sobejamente está alicerçada desde sempre, temos e não há como oferecer contradita uma cultura única e singular, o que não temos é como torna-la estadual e de todos os maranhenses: se ultrapassarmos Cururupu na baixada, nosso povo dialoga com a cultura do Pará. Se a direção for o sul o colóquio é com o Tocantins, finalmente após Caxias, nada falamos ouvimos que não seja influência do Ceará ou do Nordeste. Precisamos e com urgência, fazer cumprir as leis municipais que obrigam, no texto legal, sem poder de obrigar os meios de comunicação, a executarem em suas programações no mínimo vinte por cento de nossa música. É imperioso investimentos para divulgação fora do estado, como se justifica o Boi Bumbá, nascido de nossas entranhas, ser mais conhecido que o Bumba meu Boi, somente por uma mágica palavrinha, investimento. Necessitamos profissionalizar nossos agentes e mestres para que esta discussão alcance o resto do país.

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