quarta-feira, 24 de abril de 2013



Governo Municipal prometeu e não cumpriu


Ex-prefeito da cidade maranhense São José de Ribamar, Luís Fernando Silva prometeu o asfaltamento completo do bairro Tijupá Queimado em reunião realizada dia 13 de novembro de 2009 naquela comunidade. Passados três anos da falácia, o pouco calçamento realizado já dá lugar a buracos, lixo, sonrizal, crateras e encanações estouradas. 


Por Fernando Atallaia
Editor da Agência Baluarte
 

A reunião realizada dia 13 de novembro de 2009 no sítio La Barca em Tijupá Queimado com a presença do então prefeito da cidade maranhense São José de Ribamar, Luís Fernando Silva, aconteceu por uma simples razão: os moradores do bairro haviam decidido (unanimemente) se manifestar contra o descaso do poder público municipal, interditando a MA 201(a chamada Estrada de Ribamar) com pneus que seriam queimados e espalhados na principal via de acesso que liga São Luís aquela cidade. A manifestação não ocorreu em função de um acordo feito entre os moradores e o prefeito na noite daquela sexta-feira. 

O então prefeito de São José de Ribamar e agora secretário de Infraestrutura do governo Roseana Sarney, Luís Fernando Silva: ele mente para população e ainda quer ser o governador do Maranhão.

Na ocasião, Luís Fernando Silva experimentou inúmeras reclamações dos habitantes do Tijupá Queimado e como resposta anunciou que o bairro receberia obras de drenagem e calçamento de suas ruas em três fases, sendo que a primeira de fato ocorreu, mas de forma errônea, arbitrária e desordenada. As ruas selecionadas para receber o benefício (asfaltamento) foram as últimas numa ordem, segundo os ribamarenses, propositadamente errada e decrescente, o que até  hoje causa revolta nos moradores locais. 


O atual prefeito de São José de Ribamar, Gil Cutrim: herdando o espólio maldito de seu antecessor.

‘’Eles asfaltaram primeiramente as ruas do meio e as últimas porque nessas ruas tem vereadores do grupo deles que mantem negócios, isso é abuso de poder, onde eles escolhem o que fazem da forma que eles bem querem e em prol dos interesses deles, a população do Tijupá Queimado até hoje é revoltada  com essa decisão e conhece toda a verdade’’, revela o vendedor José Rodrigues, morador da localidade.  

Na ordem correta, segundo a associação comunitária do bairro, deveriam ter sido asfaltadas as ruas Nossa Senhora das Graças (asfaltada pela metade), Rua Principal (onde aconteceu a reunião) e Rua Nova I. O que justificaria a 1ª fase da execução das obras na comunidade de Tijupá Queimado. Já num segundo momento (2ªfase) as ruas contempladas na ordem ascendente e correta seriam Rua Nova II, São Sebastião (esta, asfaltada na seleção errada) e Av. Mascarenhas de Morais (conhecida como Estrada da Mata pelos moradores do Tijupá) que faz a fronteira do bairro com as populosas vilas Sarney Filho I e II. Sendo que a Mascarenhas de Morais (por já ser asfaltada) só necessitaria (como ainda necessita) de reparos ou medidas emergenciais ao longo de seu perímetro. A 3ª fase anunciada por Luís Fernando Silva seria aquela que beneficiaria as vias de acesso internas do bairro Tijupá Queimado, a exemplo da rua do antigo Campo do Vasco que liga o bairro Tijupá às vilas Operária, São Luís, Jota Lima e circunvizinhança. Os apontamentos da Associação sofreram um inesperado boicote por parte do governo do então prefeito e hoje secretário de Infraestrutura do governo Roseana Sarney, Luís Fernando Silva, e vem se estendendo ao atual governo do prefeito peemedebista Gil Cutrim.  

De acordo com o dirigente da Associação Comunitária de Moradores do Tijupá Queimado (ACMTQ), Éder Soares, a comunidade já se organiza em torno da reivindicação das últimas duas fases do calçamento e em breve se manifestará por mais uma vez em prol do direito. ’’ Já se passaram mais de três anos e nada foi feito, o acordo era asfaltar o bairro em três fases, foi isso que ele (Luís Fernando Silva) propôs à nossa comunidade quando ele era o prefeito e temos como provar, eles (governo Gil Cutrim) já receberam um abaixo-assinado com mais de duas mil assinaturas reivindicando a feitura das ruas restantes, a comunidade do Tijupá Queimado paga IPTU e outros muitos impostos para uma prefeitura que nunca terminou a drenagem do bairro que hoje serve de caminho para esgoto e água contaminada’’, destacou o dirigente.  

As afirmações lacônicas da diretoria da Associação encontram eco no descontentamento de Marlon Mendes Braga, um dos moradores históricos da principal rua do bairro, a Rua Principal. ‘’ Já ouvi alguns puxa sacos falarem que antigamente o Tijupá não tinha nem essas ruas asfaltadas como se asfaltar ruas não fosse uma obrigação da prefeitura, não fosse o trabalho deles (atual governo Gil Cutrim) e como se esse dinheiro para asfaltar as ruas não fosse do povo, não saísse do nosso bolso, de nós contribuintes, tem babão que fica querendo passar essa ideia como se fosse uma vantagem, mas aqui no Tijupá Queimado a gente sabe que o certo é todo o bairro receber o benefício e não somente umas poucas ruas, esse dinheiro do asfalto não sai do bolso do prefeito, é o dinheiro da gente que paga imposto, tem que asfaltar é o bairro todo ou os moradores das ruas sem asfalto não moram em São José de Ribamar? Estamos aguardando as outras fases do asfaltamento de nosso bairro e para se tornar uma realidade só precisa além da vontade política do prefeito, vontade humana, estamos esquecidos e precisamos ser vistos com humanidade’’, explica o experiente morador.  

O morador do bairro Tijupá Queimado, Marlon Mendes Braga: ‘’ Nós também somos ribamarenses’’. 
Outro lado- Em contato com a Secretaria de Obras da prefeitura municipal, a nossa Reportagem obteve a informação de que a Pasta desconhece a pessoa que selecionou de forma incorreta as ruas que já foram asfaltadas. A secretaria nega também o beneficiamento de vereadores na escolha das ruas e esclarece que as próximas fases do asfaltamento do bairro devem ocorrer ainda esse ano com previsão de início para o mês de Julho. A Secretaria de Obras, através de um funcionário, ainda se desculpou pela demora na execução das demais fases do trabalho a ser feito e assegurou que em muito pouco tempo os moradores do Tijupá Queimado já não terão que enfrentar os transtornos oferecidos pelas águas contaminadas e pelos buracos das vias de acesso ainda não asfaltadas.  


Box da Notícia 


Veja abaixo as imagens do abandono do bairro Tijupá Queimado aqui retratado sob a lente afiada do repórter-fotográfico Ivan Morais. O profissional de Imprensa intitulou a sequencia de fotos de ‘’Bem-vindos a uma comunidade esquecida no tempo’’.

As fotografias, de fato, são um convite aos observadores internacionais e um deleite aos admiradores das formações rochosas disformes. Na opinião de Antônio Rocha, um dos moradores da rua Nossa Senhora das Graças e exímio estudioso do assunto, os arqueólogos de plantão estão perdendo tempo. ‘’O Tijupá se tornou uma curiosidade científica, haja vista a situação de sua infraestrutura decante e pré-histórica, especialistas como arqueólogos se dariam muito bem por aqui, eles estão perdendo tempo’’.


Bem-vindos a uma comunidade esquecida no tempo


Fotojornalismo de Ivan Morais



Dona Fátima, moradora antiga do Tijupá Queimado: acenando para sair do buraco. 

Buraco com água empossada na rua Nossa Senhora das Graças: ameaça diária ao direito de ir e vir dos moradores do bairro.

Os moradores Paulo Sérgio e Marconi posam para o fotógrafo Ivan Morais em meio às crateras: esquecidos no tempo.

Mais um dentre tantos outros buracos presentes nas vias de acesso do Tijupá: imagem corriqueira.

Rua Principal do Tijupá Queimado: matagal e buracos tomam conta da passagem.

De praxe: cratera assola o imaginário dos ribamarenses do bairro Tijupá Queimado em São José de Ribamar. 

Marcelo Lopes: um dos muitos moradores desassistidos do bairro Tijupá Queimado. 
Cratera com água contaminada em via de acesso do bairro Tijupá Queimado: segundo os moradores, dá até para pescar.


Cartão-postal do bairro Tijupá Queimado: buracos, água contaminada e crateras estão presentes por toda parte.    





 








Com a produção de Isabela Costa. 






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