quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013


Henrique Alves teve contracheque engordado 115 vezes


Responsável por incluir na pauta o projeto que acaba com os salários extras dos parlamentares, o presidente da...



Responsável por incluir na pauta o projeto que acaba com os salários extras dos parlamentares, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), é justamente quem mais recebeu esse tipo de benefício: ao menos 115 vezes. Exercendo seu 11º mandato, Alves está na Casa desde 1971 e ficou sem receber apenas durante quatro anos, quando foi secretário de Governo e Projetos Especiais no Rio Grande do Norte, de 1999 a 2003.

O número de 115 salários é alcançado somando os benefícios pagos todos os anos aos recebidos por trabalho em sessões extraordinárias, que eram pagos até 2006. Quando Alves desfrutou do benefício pela primeira vez, a moeda em vigor no País era o cruzado. Desde então houve cinco trocas de moeda até a chegada do real, em 1994. Se os salários extras recebidos por ele fossem calculados pelo valor atual dos vencimentos dos deputados, de R$ 26.723,13, o total recebido ao longo desses anos superaria R$ 3 milhões.

O presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves: sob os privilégios da Mamata 

Há registros de decretos legislativos determinando o pagamento de benefícios adicionais desde 1938. Esse primeiro extra, porém, era mais modesto e representava menos de 20% do salário. Nestes 59 anos ocorreram mudanças de valores e de quantidade de extras. Além do pagamento de salários no início e no fim de cada ano de trabalho, os parlamentares receberam durante vários anos benefícios por convocações extraordinárias nos meses de julho e janeiro. Quando eram chamados a votar projetos nos meses de suas férias, os deputados recebiam dois salários extras. No tempo em que Alves atua como deputado, isso ocorreu ao menos 19 vezes.

Diante da possibilidade de os deputados chegarem a receber até 19 salários ao ano, quando havia convocações extraordinárias em janeiro e de julho, a pressão foi crescendo e o número de benefícios reduzidos ao longo do tempo. Em 1990 decidiu-se pelo não pagamento quando a convocação acontecia para o dia seguinte ao da sessão ordinária. Em 2006 acabou-se com qualquer pagamento quando havia a necessidade de trabalho em julho ou janeiro. A votação da Câmara hoje vai terminar definitivamente com o benefício. Dos 513 deputados, 30 já abriram mão do benefício. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.




Poesia sempre! 
 


Leia na íntegra o poema ‘Maria Lapiedra em frente ao Parlamento’’ da obra inédita Poemas de Amor para Revoluções de Silêncio de autoria do poeta e escritor ribamarense Fernando Atallaia


Maria Lapiedra em frente ao Parlamento  


Maria Lapiedra se despiu em frente ao parlamento pedindo independência
Maria Lapiedra escarrou nas vozes truculentas amando os espanhóis
Os nós sobre todos nós.

Maria Lapiedra teceu seios pelos céus dos girassóis onde uma dura mão machuca consciências
Ali na Catalunha catar devaneios por entre os horizontes já não era tão comum



http://www.observerme.com/uploads/image/observer/maria_lapiedra_bcn_la_clau_2.jpg
 


Maria Lapiedra ergueu a bandeira da beleza aos quatro ventos
E pôs um oásis na boca acorrentada do moço triste
Do triste moço sem olé. 


Maria Lapiedra virá a São José de Ribamar falar aos olhos das meretrizes, prefeitos e guardas municipais que o mundo cabe na alegria das igualdades
E a esta idade ninguém mais saberá quem é maior entre os santos da cidade balneária.

Lapiedra é a pedra das Marias grávidas tombadas entre o Caúra e o bairro São Raimundo

O baluarte das meninas sem estatuto, signos e imagens

Maria Lapiedra acordará o gestor municipal às 5 h do amanhã até o irromper dos crepúsculos.

Fará dele o seu escravo

Pois não há (...)  

Não há governo maior que o governo das mulheres que incitam a liberdade.



2010


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