terça-feira, 23 de outubro de 2012

AS ELEIÇÕES 2012 EM SÃO JOSE DE RIBAMAR: O INÍCIO DE NOVOS CAMINHOS

                 
Por Neildo Marinho Ribeiro Junior



Depois de passado o calor das eleições, os candidatos e os eleitores voltam ao estado de normalidade emocional, os eleitos comemoram e o não eleito procuram justificativas para os votos  que faltaram  para se elegerem. Passando para a analise das eleições em nossa cidade, ela pode e ser analisada em dois aspectos, o primeiro quando se analisa a eleição proporcional(vereadores) e a segunda a eleição majoritária(para prefeito). Nos ateremos aqui, a analisar a eleição para prefeito.  

 
Nesse aspecto, são importantes algumas impressões sobre o gigantismo de São José de Ribamar no cenário político estadual. A cidade balneária está localizada na região metropolitana de São Luís, possui atualmente cerca de 170 mil habitantes e 91 mil eleitores, os atuais índices de crescimento populacional e de eleitores projetam a cidade para nos próximos 08  a 12 anos para mais de 200 mil habitantes e  algo em torno de 150 mil eleitores. Na próxima década nós seremos a segunda cidade do Estado em termos populacionais e, no mínimo, o terceiro maior colégio eleitoral do Estado. Além de um amplo espaço para o desenvolvimento econômico e social.  Essas características elevam São José de Ribamar a condição de cidade estratégica para todos os partidos políticos que funcionam no Estado.

Na década de 90 e inicio dos anos 2000 a disputa política na cidade ficou polarizada entre o Grupo dos Câmaras e o Grupo do Dr. Julinho, a cidade era dividida ao meio , mas o grupo dos Câmaras levaram a melhor nas sucessivas disputas do período. Na ultima década, o grupo dos Câmaras foi substituído pelo Grupo de Luís Fernando Silva eleito em 2004  com o apoio de J. Câmara que indicou Ribamar Dourado como candidato a vice-prefeito, mas a aliança foi desfeita logo no inicio do governo com a demissão de todos os aliados de J. Câmara da prefeitura.  

Em seguida foi colocado em pratica o plano para enterrar de vez o grupo Câmara da cena politica na cidade balnearia e introduzir o novo aliado do prefeito Luis Fernando, no caso, Edmar Cutrim e seu filho Gil que queria suceder Luis Fernando na prefeitura. Como sucessor natural de Luis Fernando era seu vice(Ribamar Dourado) e legitimo representante dos Câmaras ele teria que ter seus direitos políticos cassados para evitar um possível rompimento e uma candidatura da família Câmara. A tarefa de cassar os direitos políticos de Ribamar dourado não foi tarefa difícil, uma vez que os principais interessados estavam no lugar certo, Edmar Cutrim que queria ver seu filho vice de Luis Fernando estava no Tribunal de Contas e o Ribamar Dourado tinhas contas para serem julgadas pelo tribunal(quando ele teria sido presidente da Câmara Municipal) e fala-se que as irregularidades por ele cometidas acabou ajudando. O resultado não foi outro, as contas de Ribamar Dourado foram rejeitadas, ele ficou inelegível e o caminho estava livre para Gil Cutrim ser indicado como vice.




Em 2008,  Luis Fernando, já tendo Gil Cutrim como vice, se reelege sem muitas dificuldades derrotando novamente o Grupo de Dr. Julinho que estava com seus direitos políticos cassados. Em 2010, ainda na metade do segundo mandato, Luis Fernando renuncia o cargo de Prefeito para assumir o cargo de Secretario Chefe da Casa Civil do Governo do Estado. O caminho estava livre para Gil Cutrim pavimentar a sua reeleição. Durante dois ano de mandato, Gil Cutrim seguiu apenas o caminho direcionado por Luis Fernando. Fez um governo apático, sem criatividade e os principais problemas da cidade não foram enfrentados, onde podemos citar os problemas da saúde, a falta de agua e a infraestrutura da cidade. Diante da apatia e a ausência de tino político de Gil Cutrim, Luis Fernando teve que conduzir de perto a reeleição dele para evitar um desastre eleitoral.
Depois dessas observações começamos a analisar as eleições de 2012. Inicialmente, é importante ressaltar que essas eleições foram de vital importância para a vida política da cidade por dois aspectos. O primeiro, o fato de Luis Fernando não ser o candidato a prefeito e o segundo o fato de que seu principal adversário (Dr. Julinho) está inelegível e teve que indicar o seu filho Julio Filho para a disputa. Isso mostra um cenário de incertezas diante da inexperiência de Gil Cutrim  e Julio Filho. Terminada as convenções o cenário eleitoral se confirma com a presença de três candidaturas: Gil Cutrim liderando uma coligação formada pela maioria dos partidos, Julio Filho(PCdoB, PDT e PRTB) e Colaço(PSB/PSol) que consegue registrar sua candidatura contrariando forças poderosas que não desejavam sua candidatura.
Diante do poderio econômico e político envolvido na candidatura do atual prefeito e a ausência de estrutura das demais, o atual prefeito conseguiu se reeleger com 68% dos votos , Julio Filho e Colaço com 24% e 06,07%, respectivamente.
Essas eleições possui elevado significado histórico para a nossa cidade não pelo resultado em si, mas pelo que pode acontecer a partir dela que pode se desdobrar em três aspectos: o primeiro, o fato de que a oposição possui reais chances de ganhar o governo do Estado em 2014, com isso a oposição pode disputar a prefeitura m 2016 noutra situação bem mais favorável, isso se alia ao fato de Gil Cutrim ter tido desempenho muito inferior a Luis Fernando  quando se compara os números das eleições de 2004, 2008 e 20012 . Em 2004, Luis Fernando obteve 48% e 2008, 63% dos votos, um crescimento de 15% no seu eleitorado. Já Gil Cutrim, obteve 68%, um crescimento de apenas 05%  em relação a Luis Fernando.
O segundo aspecto reside no fato do grupo de Dr. Julio presenciar uma redução gradativa do seu poder político na cidade que é resultado das suas sucessivas derrotas. Para se ter uma ideia do prejuízo político, em 2000  o grupo de Julio Matos obteve 48% dos votos; em 2004, 46%; em 2008, 35% e em 2012, 24% dos votos validos. O terceiro aspecto é a  candidatura de Colaço que contraria as expectativas das forças dominantes e ganha apoio significativos na cidade, foi a primeira vez que um terceiro grupo rompe a barreira dos 06% do eleitorado da cidade. A campanha de Colaço , apesar de pequena estrutura, foi organizada, com um bom programa de TV e um Programa de Governo antenado com os problemas da cidade, em fim um terceiro grupo apresenta-se na cidade com um candidato carismático,  com um grupo sólido e  um partido em plena ascensão no Brasil(PSB). Colaço reúne as condições para liderar a oposição em 2016 e surpreender em São José de Ribamar, tudo vai depender de como ele vai conduzir o debate da oposição na cidade.
O certo é que essa eleição teve apenas candidatos jovens e abriu-se uma imensidão de possibilidades, inclusive, com a oposição com chances de ganhar o governo em 2014, com  o enfraquecimento do Grupo de Júlio Matos e o surgimento de um novo grupo liderado pelo socialista Colaço.  O futuro é de incertezas para todos os grupos políticos da cidade.





Neildo Marinho Ribeiro Junior é acadêmico de Direito e presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de São José de Ribamar.
 
 


Os artigos para esta sessão devem ser endereçados ao editor de ANB Online através do e-mail atallaia.baluarte@hotmail.com . Devem ainda conter biografia concisa do autor e contato(telefone ou e-mail). As opiniões emitidas são de inteira responsabilidade dos articulistas.
 
 
 


 
 
 
 
 
Gil Cutrim defende união das prefeituras da Grande Ilha
 
 
Entendimento foi colocado pelo prefeito e vice-presidente da FAMEM durante seminário Cresce Brasil – Os Desafios da Região Metropolitana nos 400 anos de São Luís.
 
 
 
Nos 400 anos de São Luís, a união das prefeituras da Grande Ilha com o objetivo de elaborar e executar, a partir do próximo ano, políticas públicas compartilhadas e que beneficiem as populações de São Luís, São José de Ribamar, Paço do Lumiar, Raposa e Alcântara.
 O prefeito reeleito e vice-presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão (FAMEM), Gil Cutrim (PMDB), voltou a defender nesta terça-feira (23), durante o seminário Cresce Brasil – Os Desafios da Região Metropolitana.
 
 
Reconduzido ao cargo com 69,25% dos votos válidos (a maior votação da história política de São José de Ribamar e um das mais expressivas do Estado), Gil Cutrim e o prefeito eleito de Paço do Lumiar, Josemar Sobreiro (PR), foram os únicos gestores públicos da Ilha que participaram do evento promovido pelo Sindicado dos Engenheiros no Estado do Maranhão (Sengea) e que reuniu técnicos da área, lideranças políticas, além de moradores das cinco cidades.
 

Gil Cutrim: discurso pela união das prefeituras da Grande Ilha
 
Ele avaliou que somente através da efetivação da região metropolitana, e consequentemente a formalização de parcerias entre as prefeituras, será possível solucionar, de forma mais rápida e eficiente, problemas nas áreas da infraestrutura, mobilidade urbana, destinação de resíduos sólidos e saúde, por exemplo, que, há anos, afligem os moradores dos cinco municípios.
 

 
“O que estou propondo aos prefeitos da Ilha é que nos unamos, deixando de lado qualquer tipo de coloração ou diferença partidária. Que, juntos, possamos discutir a efetiva implantação da metrópole e de políticas públicas compartilhadas que só irão beneficiar as populações das cinco cidades”, afirmou.
 

 
“Passadas as eleições municipais, é necessário que os prefeitos [inclusive o de São Luís que será eleito ou reeleito neste próximo domingo] e representantes do Governo do Estado sentem à mesa para discutir e elaborar as ações que irão nortear o trabalho de implantação da metrópole”, completou o prefeito ribamarense.  
 

 
O posicionamento de Gil Cutrim foi bastante elogiado pelos demais participantes do seminário. “O Gil mostra, além de compromisso com o seu povo, desprendimento político em prol das demais populações da Grande Ilha”, disse o secretário estadual Pedro Fernandes (Cidades e Desenvolvimento Urbano), que representou o Governo do Estado no evento.
 
 
 
Avaliação semelhante fez o presidente do Sindicato, Berilo Macedo. De acordo com ele, o entendimento de Cutrim é correto porque é desprendido de querelas partidárias e visa, tão somente, o bem-estar dos moradores da Ilha.  
 
 
 


Matéria enviada por assessoria de Comunicação e Imprensa da PSJR.

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