segunda-feira, 24 de setembro de 2012
 
 
 
Bia Venâncio e a banalização do ridículo
 
 
 
 
 
Por Robert Lobato
 
 
Do blog do Robert Lobato
 
 
 
 
Conversava neste final de semana com um amigo sobre o constrangimento que deve ser para um gestor público ter que usar uma tornozeleira com o objetivo de ser monitorado pela Polícia Federal.
 
 
 
 
A certa altura da conversa surgiu uma dúvida sinistra: o que é pior, ser algemado e preso numa cela da PF ou ficar “livre” com um objeto de monitoramento que identifica alguém como um criminoso em potencial?
 
 
 
 
Os argumentos foram diversos, claro, e com o bate-papo regado à cerveja então, nem se fala…
Mas ao final chegou-se a um entendimento comum de que ambas as situações (ser algemado e preso ou ter que usar uma tornozeleira da PF) só causam constrangimento para quem nutre algum senso de vergonha.
 

Bia Venâncio: bem à vontade portando seu novo adereço estético
 
 
Quando a prefeita de Paço do Lumiar, Bia Venâncio, levantou as barras desse vestidão estampado aí ao lado para mostrar o novo adereço que teria de usar a partir daquele instante, mostrou o quanto banaliza o ridículo, o tanto que despreza a ética na coisa pública e a liturgia do maior cargo público do município de Paço do Lumiar.
 
 
 
 
A prefeita sorriu e deu para perceber que não era um “sorriso amarelo” não. Pelo contrário, era um sorriso de quem considera normal, o mais natural possível um gestor público passar pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre malfeitos com o dinheiro público e depois sair com a suspeição (em forma de tornozeleira) de que é corrupta por ofício. Tudo muito banal.
 
 
 
 
Não sei o que o comportamento da prefeita desperta mais nas pessoas: se o sentimento de indignação ou de comiseração. Aliás, uma prefeita que está proibida de ir ao trabalho, pois, no entendimento da Polícia Federal, Bia Venâncio não é confiável de sequer para passar na porta da Prefeitura de Paço do Lumiar. Que coisa!
 
 
 
 
O fato é que não tem como negar que a foto ilustra este post é constrangedora, se não para a senhora Venâncio, para qualquer cidadão ou cidadã que tenha um mínimo de vergonha.

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