sexta-feira, 15 de junho de 2012




Dois pontos são próprios para banho nas praias de Ribamar



O monitoramento foi realizado no dia 12 de junho, em cinco pontos das praias do município.



Do Imirante com informações da Sema



SÃO LUÍS - A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Naturais (Sema) divulgou novo laudo informando as condições de balneabilidade das praias de São José de Ribamar. O laudo é o resultado de um monitoramento realizado no dia 12 de junho de 2012.



Banhistas a caminho da praia do Juçatuba



Foram analisadas amostras das praias Panaquatira, Praia da Sede, Boa Viagem e Juçatuba, no município de São José de Ribamar, abrangendo cinco pontos de coleta. Destes, dois pontos estão próprios para banho e três impróprios.





Devido a problemas técnicos registrados no Laboratório de Análises de Ambientais da SEMA, as 21 amostras referentes às praias Ponta d’Areia, São Marcos, Calhau, Olho d’Água, Praia do Meio e Araçagy foram invalidadas, inviabilizando o resultado referente às condições de balneabilidade das praias de São Luís nesta semana.

                            

                            
                             
                                Os resultados coletados nesta etapa são os seguintes:


PONTOS
LATITUDE
LONGITUDE
LOCALIZAÇÃO/PRAIA
BALNEABILIDADE
PT1
-2,60214632381914
-44,1054374072958
Panaquatira
PRÓPRIA
PT2
-2,56215301139048
-44,0539595321591
Panaquatira
IMPRÓPRIA
PT3
-2,50085466915519
-44,0275493623012
Praia da Sede
IMPRÓPRIA
PT4
: -2,49134574379882
-44,0354218019529
Boa Viagem
IMPRÓPRIA
PT5
-2,49134334381787
-44,0354245019319
Juçatuba
PRÓPRIA





A travessia social para uma nova São José de Ribamar


Ricardo José da Silva é um carioca que tem a alma maranhense voltada para São José de José de Ribamar. Conhecido como Ricardo ‘Cabeça Branca’, atribuição dada pela textura dos cabelos claros em demasia, Ricardo é o que se pode chamar de humanista no sentido mais engajado do termo.

Na pratica, ele percorre os recônditos geográficos da cidade balnearia plantando solidariedade e respeito pela pessoa humana. Há 25 anos no maranhão, o ativista que elegeu a terceira maior cidade do Estado como reduto primeiro de suas prioridades sociais é o mesmo que pensa o município de forma apartidária e ainda lança luz às deficiências estruturais que circundam a cidade.

ANB Online entrevistou Ricardo Cabeça Branca para a série '3 Perguntas' do portal de notícias ribamarense. O bate papo amistoso e descontraído poderia ter fornecido pauta para a Série Debates, que mais extensa, propicia uma maior amplitude aos debates inerentes a São José de Ribamar. Uma prova de que o humanista tem muito a dizer. Ao leitor exigente da Agência de Notícias Baluarte caberá tirar suas próprias conclusões e, assim portanto, contribuir para o talk show realizado por nossa equipe. Vamos à entrevista.


   Por Fernando Atallaia
   Da Agência Baluarte






ANB Online- O que motivou o seu comprometimento social e o trabalho que você desenvolve em inúmeras localidades ribamarenses com especial atenção para o kairós, uma comunidade que além de restauradora de vidas humanas, alimenta o conceito de família e supre deficiências do Poder Público?
Ricardo Cabeça Branca- Antes de responder a sua pergunta, gostaria de agradecer a oportunidade de falar ao público ribamarense do blog da Agência Baluarte. Bem Fernando, primeiramente a motivação inicial é o amor. As pessoas estão precisando de ações despretensiosas e calorosas no sentido de serem valorizadas, sem intenções outras, essa é a verdade. Eu ando por todo município, onde vejo muitas carências e deficiências de gestão da pessoa humana, que precisa ser pensada de maneira maior; problemas graves e sérios atingem São José de Ribamar, mas o que precisamos, a meu ver, é sair daquele pensamento partidário do ‘atacar’ de forma desonesta, nivelando por baixo. Os governos poderiam fazer mais ou fazer as coisas acontecerem da forma adequada, o que falta é visão real da cidade, planejamento em torno da população e vontade política. O Kairós é um projeto social independente, o povo que ali se encontra vem de estruturas sociais esfaceladas que carecem de assistência social no sentido amplo e não somente no sentido das repartições e protocolos. Eis ai a diferença. Esse projeto poderia ser estendido a toda São José de Ribamar como modelo, é um exemplo.


Ricardo 'Cabeça Branca': visão apartidária e engajada para São José de Ribamar

ANB Online- Vemos a ausência de projetos sociais de maior abrangencia na cidade, e uma carência de iniciativas ordenadas que visem prevenir a marginalização da mão de obra local e que deflagrem uma política para o Emprego e Geração de Renda no município. Parte do tecido social de São José de Ribamar como Juventude dentre outros, está a mercê da própria sorte. Como você vê essa realidade?
Ricardo Cabeça Branca- Não tem como fugir dessa realidade, ela estar aí e bate a porta das famílias ribamarenses. Vemos a ausência de políticas publicas, mas há sintomas dessa ausência mais graves que poderiam ser evitados. Você ver o kairós, que é um centro de reabilitação social que trabalha a dependência química, onde famílias inteiras o procuram em busca de ajuda e resgate da dignidade de seus filhos. Então é simples: quando se tem projetos que visam a construção de programas sociais para geração de renda e emprego, você tem pessoas em atividade, tem pessoas trabalhando seus planos e objetivos, que é o ideal. Essa ausência reflete de forma negativa e devastadora trazendo índices altos de violência nos piores sentidos. Agora eu acho que dentro dessa problemática não adianta discutir visando interesses pessoais e particulares. Na política, por exemplo, se você tem uma oposição aos governos, essa mesma oposição deve sugerir saídas, o que nunca aconteceu aqui em São José de Ribamar. Se o foco é a pessoa humana pra quê usar o foco para atingir esse ou aquele? Vamos atingir as mazelas sociais, esse é o objetivo dentro de um esforço conjunto. E outra coisa: senão fizermos hoje, teremos problemas ainda mais graves no futuro. O tempo é agora!

ANB online- A dificuldade por parte do Governo em conter e prevenir as causas desse esfacelamento humano não residiria no modelo de gestão operado pela atual  administração, que não teria conseguido atingir e absorver a própria realidade do município e os contextos sociais da cidade?

Ricardo Cabeça Branca- Sim, eu acho que sim, mas todo governo é eleito para pensar, sentir e absorver as deficiências, carências e demandas de suas populações justamente no sentido de prevenir problemas futuros, que vão se fortalecendo a médio e longo prazo. Há modelos rígidos de gestão, modelos inflexíveis. Quando você tem uma população composta de centenas de bairros e povoados como é o caso de São José de Ribamar, que é a terceira maior cidade do Maranhão, você tem aí a obrigação de descentralizar as ações e se pautar a partir das reivindicações locais, assim o povo se sente acompanhado e alimentado. O governo se faz presente nos rincões de todo município e as comunidades não se veem órfãs como atualmente acontece aqui na cidade. Eu acho que os governos tem de ter essa visão de ouvidoria e traçar seu planejamento, métodos e procedimentos a partir daí. O modelo a ser aplicado é a resultante dessa postura, assim não acontecendo você tem medidas sendo tomadas e postas em prática por pessoas que sequer conhecem a cidade que governam.



 

Morre aos 67 anos o cineasta Carlos Reichenbach

 

Segundo assessoria de imprensa, diretor morreu nesta quinta (14) à tarde.
Ele foi um dos principais expoentes do cinema da Boca do Lixo, em SP.




Do G1 em São Paulo





O cineasta brasileiro Carlos Reichenbach morreu na tarde desta quinta-feira (14) em São Paulo, aos 67 anos. A informação foi divulgada em nota pela assessoria de imprensa do diretor, que não cita a causa do óbito. Segundo a assessoria, ele teve uma parada cardíaca e morreu a caminho do hospital.




Reichenbach fez filmes como “Liliam M – Relatório confidencial” (1975), “A ilha dos prazeres proibidos” (1979), “Império do desejo” (1981), “Filme demência” (1985), “Anjos do arrabalde” (1987), “Alma corsária” (1993) e “Garotas do ABC” (2003) e "Falsa loura" (2007).



Carlão, como também era conhecido, morreu exatamente no dia de seu aniversário. Seu corpo vai ser velado no Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo, a partir das 23h desta quinta. O enterro está marcado para 17h desta sexta-feira (15), no Cemitério Redentor, também São Paulo.


Carlos Reichenbach 2 (Foto: Divulgação)



Carlos Reichenback: cineasta foi um dos grandes expoentes do cinema brasileiro na contemporaneidade



Nascido em Porto Alegre, em 1945, Carlos Reichenbach logo se mudou para a capital paulista, cidade presente em boa parte de sua filmografia. Seu primeiro trabalho como diretor, um curta-metragem, chama-se "Esta rua tão Augusta" (1969).



O nome de Reichenbach, que também foi professor do curso de cinema da Universidade de São Paulo (USP), é também associado a produções do cinema marginal e da Boca do Lixo, região central da cidade de São Paulo. Ali, faziam-se filmes de baixo orçamento e de temática ousada e autoral, tendo Reichenbach sido um dos seus principais expoentes.
Rogério Sganzerla ("O Bandido da Luz Vermelha"), Ozualdo Candeias ("A margem") e José Mojica Maris, o Zé do Caixão, são outros representantes daquele movimento cinematográfico que ganhou corpo a partir da década de 1960.




Cinéfilo declarado, Reichenbach apresentava, desde 2004, a Sessão do Comodoro, no CineSesc, em São Paulo, dedicada a raridades do cinema. O cineasta utilizava o seu blog para divulgar a programação: a postagem mais recente data de 29 de maio e trata do filme "Banho de sangue" (1971), de Mario Bava.




No dia 18 de setembro do ano passado, ele escreveu sobre seus problemas cardíacos. No texto, Reichenbach antecipava planos de um futuro trabalho: "um novo projeto de filme - a ser realizado após UM ANJO DESARTICULADO - que não me deixa mais dormir direito ou morrer, e que vai contar um pouco a história da vinda da minha mãe, da Estônia ao Brasil, na década de 20, e ilustrar uma fantasia pessoal, emocional e afetiva a respeito de Lenin". "Um anjo desarticulado" não chegou a estrear.





Homenagem e prêmios




Há dois anos, o cineasta foi o grande homenageado do 43º Festival de Brasília. Na ocasião ele afirmou ao G1 que não tinha planos de aposentadoria, a despeito dos prejuízos causados por uma doença na visão: "Vou até morrer filmando! Seria a morte ideal, né. Morrer trabalhando".




Em 2003, Reichenbach ganhou prêmio especial do júri no mesmo festival, pelo filme "Garotas do ABC". Dez anos antes, "Alma corsária" já havia lhe rendido o Candango - premiação principal de Brasília - nas categorias melhor diretor, melhor filme e melhor roteiro. Já no Festival de Gramado, ele venceu o Kikito de Ouro de melhor diretor, por "Filme demência" (1986), e o de melhor filme, por "Anjos do arrabalde" (1987).




Sua obra também conseguiu alcançou reconhecimento internacional: na década de 1980, ele foi tema de uma mostra no Festival de Roterdã, na Holanda, evento que, em sua edição de 2011exibiu uma cópia restaurada de “Liliam M” (1975).




Carlos Reichenbach era casado com Lygia Reichenbach e deixa três filhos e uma neta.






Com informações de ANB Online.

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