terça-feira, 22 de novembro de 2011
     
Câmara de Ribamar participa de solenidade no bairro Juçatuba
O presidente da Câmara de Vereadores de São José de Ribamar, vereador Beto das Vilas(PMDB), participou no último domingo(20) da solenidade de ordem de serviço dada pelo executivo municipal, que contempla com pavimentação asfáltica as ruas Nova e I do bairro Juçatuba, um dos mais antigos do município.
A presença do presidente da casa visa fortalecer a política interna da Câmara junto às comunidades ribamarenses. ‘’ O Legislativo do município de Ribamar tem acompanhado o Executivo nas inaugurações e lançamentos de obras de infraestrutura em vários bairros contemplados; queremos trabalhar de forma conjunta com os outros poderes até para melhor desenvolver nossas atividades nos povoados e comunidades da cidade’’, disse Beto.
Vereador Beto das Vilas: Câmara de Ribamar quer integração entre os Poderes para melhor atender à população ribamarense

Somente esse ano, o Poder Legislativo Municipal elaborou mais de duzentas indicações de projetos voltados para a realidade do município em várias áreas sociais, incluindo Saúde, Educação, Geração de Emprego e Renda  e Esportes. Entre os vereadores que mais apresentaram indicações ao executivo estão os peemedebistas Beto das Vilas e Negão;o pedetista Henrique      Queen  e o  líder do Governo na Câmara, vereador Lázaro, do Partido Verde.

''PERNAS PRA QUEM TE QUERO E QUERO MAIS QUE PERNAS PRA NÃO GOZAR CANSADO’’
LAURO CÉSAR, PERSONAGEM FICTÍCIO DA OBRA SAFANISMO (FERNANDO ATALLAIA, EDITORA BALUARTE, 2012, SÃO LUIS, BRASIL, EDIÇÃO LIMITADA)

''Pressa. Pra que pressa Sandrinha? Ora minhas bolas, quero deitar e dormir um pouquinho. Depois que gozo, sempre relaxo. Pernas pra quem te quero e quero mais que pernas pra não gozar cansado’’. Lauro César, um sujeito fanfarrão das melhores espécies, sabia o que desejava. Aprendiz de pé de pano, Lauro era um tipo chegado à mulheres infiéis arrependidas, aquelas que continuam arrependidas e traindo. Sabia ouvir reclames e esperar sua vez, ardorosamente.

Sandrinha, a dona do quarteirão era múltipla. Dona de casa esforçada, beldade aos 36 anos quase gastos e rosto impávido, ela adorava colossos e caras de meia idade. A exceção? Lauro César, a criança tinha 27 anos e espalhava às presas de plantão ora ter menos, ora ter mais. Dependendo das especificações seletivas das gatas que lhe abanavam o rabo, poderia se reinventar como um lagarto.

Sandrinha nada abanava ao passar pelas ruas sem asfalto do Parque Vitória e nem tampouco acenava com as mãos e os olhos. Era aquela potranca meio escorregadia. Frequentava a igreja em vestidos sugestivos e para compensar lhe roubar um sorriso era quase que o impossível. Os dentes alvos, os cabelos longos eram o que menos importavam ou chamavam atenção. Sandrinha era séria, tão séria quanto sua calcinha enfiada no bundalelê charmoso,como regra. E quando estava de shortinho curto? Nossa! Lauro César precisava desapontar; criar algo que fosse novo; despir-se das cantadas óbvias. Sandrinha exigia sensibilidade dos caras que elegia , para depois cuspir em seus rostos toda sacanagem que uma fêmea- puta guarda em silêncio desde o terceiro fracassado  casamento, aquele que mais uma vez não  vingara.(''Ele me batia e me deixava trancada pra sair com os amigos’’).

Para conseguir o que queria o rapazinho tinha de suar a camisa e a cabeça. ''Dona Sandrinha, acabei de chegar do serviço e minha geladora pifou, a senhora tem água gelada ai? Amanhã devolvo o litro cheio, não se preocupe (...)’’. Essa aproximação teria êxito? Dificilmente. ''Não, seu Lauro, não bebo água gelada, prefiro o líquido bem quente e babando, da última vez que alguém me pediu água, o senhor sabe né? Eu me senti uma mulher descendo, afundando, lamuriando e gosto mesmo é de subir em cima, mulher tem que estudar na vida e saber prender o homem, por favor, diga o que quer e não invente desculpas’’. Sim, ao que parece,Sandrinha desmontou a fuça do guerreiro de cara. Também não seria por menos. A moça tinha a alma transcendendo ao corpo de toda periferia; aquela inteligência gostosa das ruas; as curvas periféricas de Sandrinha queriam ser tocadas sim e com força, mas seu coração batia rumo à mensalidade atrasada do curso de informática.

Lauro César não entendia. Existem várias formas de se vender algo. Ela queria ser comprada pela companhia sacana de um cafajeste amigo e tinha ainda planos para o futuro. Sonhava em ser professora. Gostava de crianças e lia um Paulo Freire antigo, desbotado, nas madrugadas quentes, insones. A quem entregaria aquele rabo lindo e a boca chupona, majestosa? Ao primeiro que afirmasse está saciado de meias desculpas ou meias palavras e a pedisse em casamento por mais uma vez. A contar a partir de hoje.




LEIA NA ÍNTEGRA O POEMA ‘UM AR DE ÁS’, DA OBRA INÉDITA ODE TRISTE PARA AMORES INACABADOS, DE AUTORIA DO POETA E JORNALISTA MARANHENSE FERNANDO ATALLAIA

Um Ar de Ás

Para Barack Obama, Osama Bin Laden, Luis Inácio Lula da Silva, José Sarney e Hugo Chávez

Aposto minha vida e meia que serei feliz
Aposto os corações e as meias que serei feliz
Creio nessa investida
Que beijarei a Deus por meus poemas risíveis e ridículos

Aposto pela vida do leitor medíocre e pela insensatez de um poeta em flor
Que serei feliz
Que serei feliz como um pássaro só
Sarney: diante das inúmeras denúncias de corrupção atribuídas a ele, o oligarca ainda recebe o apoio do poeta 
Que serei feliz como uma velha morta vindo de Suas feiras mortas de lembranças
Aposto um gole de bálsamo entre os pés que Verei ao Cristo como Jesus o viu
Ser feliz é a minha conquista ainda que eu Desista das casas milagrosas

Aposto mais que esse gole um barril de lástimas e vanglórias
Serei feliz 
Um ar de ás entre as mangas retraído me Garante essa vitória

2007













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