sábado, 17 de setembro de 2011


A GERAÇÃO INVISÍVEL

Com a visão voltada para a conjuntura cultural do Estado, o músico Riba Salgueiro deflagra restrições com sua geração.

Por Fernando Atallaia
Da Agência Baluarte
atallaia.baluarte@hotmail.com

O cantor e compositor Riba Salgueiro passeia livremente por uma diversidade de ritmos e gêneros musicais desde a década de 90. Defensor ferrenho da nova geração de artistas da Música Popular Brasileira no Maranhão, Salgueiro atribui à Secretaria de Estado da Cultura e seu titular Luis Bulcão,  a ausência de programas culturais consistentes que contemplem a música local em sua totalidade.

De acordo com o compositor, a Secretaria de Estado da Cultura é ineficiente no que diz respeito à atual conjuntura artística maranhense, voltando suas ações somente para datas festivas específicas. ’’ Não se tem projetos no campo da música, poesia e demais manifestações do pensamento, o que interessa é essa coisa passadiça do Carnaval e São João, que na programação da Secretaria é altamente excludente, por não mapear e inserir os artistas da Geração 90’’, salientou.

Críticas Pertinentes- Quando perguntado sobre a geração a qual se refere, Salgueiro faz questão de citar artistas como Chico Nô, Eliseu Cardoso, Fran Moreira, Beto Ehongue, Lívia Amaral, Nato Silva e F.A, representantes do que designa como a Geração 90 da Música Brasileira no Maranhão.” Não há visibilidade para a produção da minha geração e a Secretaria tem barrado os projetos de discos colocados por nós, com a clara intenção de silenciar os nossos trabalhos’’, afirmou.


Luis Bulcão:péssima gestão à frente da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão
Outra questão levantada pelo músico  diz respeito ao monopólio cultural imposto pela Secretaria em eventos organizados pelo titular da pasta, o que segundo salgueiro, tem causado desconforto nos cantores da nova geração.”Percebemos que há a supervalorização de músicos das décadas de 70 e 80, o que na prática são muitas apresentações para poucos e muitos sem nenhuma apresentação, é a famosa panelinha, todos os anos os mesmos nomes estão lá na lista da Secretaria, é lamentável’’, desabafou.

A relação entre artistas que antecedem a Geração 90 com a política cultural estabelecida pela Secretaria de Estado da Cultura é outro aspecto que o compositor ressalta de forma veemente, a quem faz críticas expondo itens qualitativos e demarcando seu posicionamento a partir de avaliações comparativas. Para Riba Salgueiro ‘’o nível da canção da grande maioria dos compositores das décadas passadas estagnou no comodismo da falta de criatividade por obedecer a sistemas de grupos políticos que determinam o conceito cultural maranhense, o que para ele, enfraquece a tradição artística do Estado.

MIGRAÇÃO FORÇADA

O músico Josélito Matozão, outro questionador das medidas adotadas pela Secretaria de Estado da Cultura, desprendeu vários anos de sua vida no intuito de construir um caminho profissional dentro do contexto musical maranhense até confrontar-se com as adversidades do meio artístico  local.” O secretário de cultura, Luis Bulção, paga uma fortuna paras as bandas de fora e o artista do Estado quando se apresenta não recebe cachê digno, essa Secretaria  valoriza é o povo de outros estados que nem artistas são, os maranhenses que fazem a música aqui são desprezados, isso ai é Secretaria do Pará, da Bahia, do Ceará, menos do Maranhão, nós somos obrigados a tocar outros estilos porque se tocamos nossa própria música eles não dão valor, ai é o jeito cantar outros gêneros para sobreviver’’, afirmou.
Músicos como Matozão que pensam em fazer uma carreira artística no Estado tem migrado constantemente para outros gêneros musicais, perdendo a identidade e o compromisso com o patrimônio cultural maranhense. Salgueiro lamenta a situação em que se encontra Matozão, que para ele, é um talento promissor que foi impedido de unir-se à sua geração em razão do descaso, que segundo o artista, é imposto pela Secretaria.” A Secretaria de Estado da Cultura na gestão de Bulcão virou as costas para a nova geração da música brasileira neste Estado, não interessa a ela e nem a seu secretário, contextualizar  a Geração 90. Iniciativas como o Projeto Festiveiros, que mostram boa parte da produção desses grandes compositores, não tem o respeito que deveria ter, em contrapartida toda forma de entretenimento barato é apoiada’’, concluiu.
A reportagem tentou contatar a Secretaria de Estado da Cultura para obter esclarecimentos sobre as denúncias, mas nenhum telefonema foi atendido até o fechamento dessa matéria. Em seguida, tentamos entrar em contato com o titular da pasta mas o telefone se encontrava fora de área ou desligado. As informações que obtivemos davam conta de que o secretário estava viajando e não se sabia ao certo o dia em iria chegar.

 

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