quinta-feira, 8 de setembro de 2011

As disparidades sociais e o desprezo na Ponta da Linha
Conhecida nos primórdios como "Ponta da Linha", a cidade de Santa Inês, localizada na região do Vale do Pindaré a 243 km de São Luis, amarga com o descaso do Poder Público Municipal e ausência total de políticas públicas; população se vê acuada sem qualidade de vida, programas sociais e perspectivas de Emprego e Renda
Por Fernando Atallaia
Da Agência Baluarte

A equipe de reportagem da Agência de Notícias Baluarte-ANB Online, formada pelos repórteres Fernando Atallaia (editor), Isabela Costa (produção) e Éder Soares (fotografia), chegou a cidade de Santa Inês na tarde da última sexta feira (2) para estrear a série Cidades Abandonadas do portal de notícias maranhense. E para surpresa da equipe, as denúncias chegadas ao site de ANB Online, além de procederem somaram-se a muitas outras.  Na entrada da cidade, o descaso e o desprezo são os cartões-postais, que inicialmente, se apresentam aos visitantes em forma de ruas e avenidas sem fluxo e sinalização para pedestres e automóveis.
Os mais de 82 mil habitantes de Santa Inês, que sofrem com a ausência de programas sociais voltados para a geração de emprego e renda, são em sua maioria os mesmos moradores do município, que sem perspectiva, engrossam a realidade do trabalho infantil e do subemprego naquela cidade. A cada esquina, crianças vendendo bombons e adultos fazendo fretes dentro de uma informalidade que beira a exploração do povo pela administração pública local, sinalizam para uma realidade desigual que em Santa Inês é percebida nos seus 768 km2 de área territorial e em toda sua abrangência sócio-econômica.
Comunidade abandonada de Santa Inês: ruas invadidas por água poluída e dejetos são uma constante na cidade
A gestão do prefeito Raimundo Roberth  Bringel, pontuada pelo descontentamento da população, caminha para o revés de sua própria atuação e é vista com desconfiança pelos moradores de inúmeros bairros da cidade. No sábado (3), a reportagem visitou algumas comunidades da periferia de Santa Inês e se deparou com reclamações, as mais diversas, no contexto da infra-estrutura e da saúde pública municipal. Cláudio Cantanhêde, morador antigo do bairro Parque Santa Cruz, conta que a prefeitura de Santa Inês desconhece o conjunto habitacional desde sua fundação.” Nada é feito aqui desde o surgimento do bairro;os esgotos passam pelas ruas e o prefeito ainda nos trata mal quando procuramos nossos direitos;a secretaria de obras fica ao lado das ruas esburacadas e eles fingem não ver o nosso sofrimento, é muito descaso com o povo da cidade’’, afirmou.
Parque Santa Cruz: moradores são tratados com desprezo pela prefeitura
Outra moradora do bairro prejudicada pelo desprezo patrocinado pela atual administração, a dona de casa Francisca das Chagas, assinala que o risco de contágio por doenças infecciosas é um  problema, dentre tantos,  que vem assombrando as localidades e os habitantes dos  povoados e comunidades de Santa Inês. ''Temos que ajeitar as ruas com nosso próprio dinheiro; as crianças brincam em contato com água de esgoto, ratos, baratas e até dejetos; me preocupo com meus filhos e por vezes já fui a prefeitura, mas chegando lá o prefeito nem recebe a gente, ele só sabe é ser ignorante e tratar mal o povo'', disse a dona de casa.
Prefeito Raimundo Roberth Bringel: administração excludente e duvidosa
Santa Inês é um dos maiores municípios maranhenses e juntamente com cidades como Pindaré, Igarapé do Meio, Santa Luzia e Vitorino Freire compõe a chamada Região Central do Maranhão. Mas na prática, a cidade ainda vive os dissabores de uma gestão excludente, autoritária e despótica, frutos da má administração pública local, que de acordo com moradores, é pautada nos interesses pessoais daqueles que governam e dirigem o município.







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